terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Vocabulário tradicional - XIII

Antigamente, num tempo em que o dinheiro abundava menos ainda nas gentes do campo, os trabalhadores comiam todos de um barranhão (1). Muitas vezes com as mãos mesmo, porque garfo e faca eram luxos de ricos. Aquele que fosse mais cagarola (2) estava desgraçado porque era certo que iria passar fome durante o dia de trabalho.

(1) - Alguidar grande, por norma em barro, de onde comiam os trabalhadores todos.
(2) - Cobarde, fraco, débil.


Tendo como fonte a Revista Lusitana, depositada no Instituto de Camões, e em referência no capítulo de "Notas sobre a linguagem de Aldeia de Santa Margarida".

sábado, 20 de janeiro de 2007

Instalações sanitárias

Aqui gostamos de proporcionar sempre o melhor aos nossos visitantes. O seu bem-estar é muito importante para nós. Por isso, se houver um aperto, temos sempre estas instalações sanitárias para um momento de aflição.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Notícias da região

Sempre que puder, e souber, vou procurar trazer aqui algumas informações que consiga reunir sobre a nossa aldeia e arredores. Para isso conto também com a vossa ajuda.
Hoje fica aqui uma notícia, retirada do jornal Gazeta do Interior, sobre a Nossa Senhora do Almortão, festividade muito apreciada também na nossa aldeia.
A obra da responsabilidade da Câmara, deverá estar concluida antes da romaria

O recinto de Nossa Senhora do Almortão vai passar a contar com abastecimento público de água.

A obra, da responsabilidade da Câmara de Idanha-a-Nova, está ainda a dar os primeiros passos, não sendo ainda conhecido o valor do investimento a realizar, mas o objectivo é que os trabalhos estejam concluídos a tempo da romaria que, como manda a tradição, se realiza na terceira segunda-feira a seguir à Páscoa, dia em que também é assinalado o feriado municipal de Idanha. Assim, este ano, a romaria decorrerá de 21 a 23 de Abril, com o último dia a ser o momento alto, com a celebração de uma missa seguida de procissão.

António Tavares

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

A "burra"

Os tempos foram evoluídos e, com eles, também as tecnologias utilizadas no trabalho agrícola se foram modificando.
Hoje em dia é raro o pequeno agricultor que, no seu terreno, não tem um poço do qual retira a água com a preciosa ajuda de um motor de rega, mecânico, claro está.
Longe vão já os tempos em que a água utilizada na rega dos terrenos agrícolas era feita com a força dos braços do Homem ou graças ao esforço de um animal - por norma um burro.
Mas, em muitas regiões do Interior, ainda se continua a utilizar os meios tradicionais de rega. Nomeadamente a "burra" - como se chama na nossa aldeia. Um instrumento rudimentar, por norma em madeira de eucalipto, em que uma vara onde é pendurado o caldeiro - vulgo balde - que vai dentro do poço tirar a água. O contra-peso é feito com a ajuda de uma outra vara onde são presas algumas pedras. O desprendimento das pedras ou quebra de umas das varas de madeira pregou, ao longo dos anos, alguns sustos a agricultores mais azarados que acabaram dentro do poço.
Aqui, na foto, fica uma imagem de uma "burra" existente na nossa aldeia, mais evoluída, cujo pé de apoio é feito em cimento e as varas são metálicas, o que sempre permite que este instrumento de rega possa durar mais tempo.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Fonte Nova

Antigamente, a Fonte Nova, pelo que me conta a minha mãe, era muito usada pelo povo como local de abastecimento para as necessidades caseiras. Quer para ser usada na confecção das refeições do dia a dia, quer, mesmo, para poder ser bebida. É claro que, nesses tempos, quando a água canalizada em casa não passava quase de um mito, a utilização da água desta fonte era muito mais abundante e, consequentemente, o próprio furo encontrava-se em melhores condições. A constante «batida» da água permitia que este se mantivesse limpo. Além, claro, da manutenção que era feita, de tempos a tempos, pelos próprios populares.
Agora, que a água já corre nas torneiras das casas de cada uma, a utilização da Fonte Nova deixou de ser tão frequente e, de forma natural, a sujidade tem-se vindo a acumular no furo. O que tornou a água imprópria para consumo residencial. O seu uso, agora, é meramente agrícola.
No entanto, numa altura em que a chuva renova a natureza, o verde que rodeia a Fonte Nova dá-lhe um brilho especial.